Coluna de Sexta - 18/02/2022: O corpo fala


Lembro como se fosse hoje o dia em que meu pai chegou em casa com um livro de capa bem colorida e que tinha um nome chamativo: “O corpo fala”. Ele recebeu a indicação da obra em uma das capacitações de liderança que participou. Desde aquele dia o título daquele livro ficou na minha cabeça. E o que aquilo significava muito mais…
Como o nosso corpo se porta a cada situação já está comunicando como estamos nos sentindo, sem falarmos nada. Tanto que existem pessoas profissionalizadas em analisar expressões faciais e toda a vasta linguagem corporal como uma comunicação não-verbal. Desde movimentos e gestos até a mudança no tom da voz. Tudo isso está querendo dizer alguma coisa sobre nós. Mas além dessa forma do corpo transmitir uma mensagem, existe uma outra: por meio de sinais - muitos que acabam gerando doenças.
Dias atrás o meu corpo começou a dar indícios de que o meu emocional não anda nada bem. Sinais de nervos à flor da pele, de grande estresse e exaustão. E quando a gente cala, o corpo fala. A gente engole choros e sapos, mas a dor de cabeça, a azia e o nó na garganta gritam bem alto. Enquanto nos silenciamos, um falatório berra aqui dentro. Infelizmente assim que também adoecemos. Por esses sinais que ignoramos. Exatamente por isso que precisamos procurar qual é a forma de estancar essa dor. Seja desacelerando, fazendo terapia ou conversando com Deus. Às vezes os três. Cada um deve encontrar a forma de se atentar ao que o corpo está querendo falar. O meu estava esbravejando: “se continuar assim, vai te dar um piripaque”. Tive que tomar algumas atitudes bruscas e dolorosas, mas necessárias. Se continuamos empurrando com a barriga e desconsiderando os sinais, temos grandes chances de dar uma pane geral. Se seguirmos engolindo tudo que sentimos, uma hora acabamos nos afogando.



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