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Coluna de Sexta - 04/02/2022: Quem sou eu?

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
4 de fev. de 2022
1 min de leitura

Ilustração: Pascal Campion

Quando crianças somos curiosos e questionadores por natureza. São tantas perguntas que os adultos até chegam a se irritar. “Por que isso? Por que aquilo?”, indagam os pequenos bem atentos. E nada de devolver com “porque sim”, que eles já advertem que “isso não é resposta”. Na medida em que ficamos grandinhos começamos a relaxar e passamos a perguntar menos e aceitar mais, simplesmente por ser mais cômodo.


Seria tão bom se toda essa nossa curiosidade por questionar quando crianças se transformasse em interesse por descobrir quem realmente somos, além do nosso currículo, muito mais do que nossa formação e experiências profissionais. Uma palavra que significa tanto. O autoconhecimento nos permite reconhecer as nossas forças e aceitar as nossas limitações. Além disso, saber mais sobre nós mesmos auxilia em nosso autocontrole. Até onde posso ir? O que me motiva?


A expressão filosófica “conhece-te a ti mesmo”, que alguns ligam a Sócrates e outros ainda citam como autoria de outros pensadores, nos diz muito em poucas palavras. O quanto é importante sabermos cada detalhe do nosso exterior, mas principalmente, cada particularidade do nosso lado de dentro. Precisamos escutar os nossos próprios silêncios, traçar o mapa das nossas lágrimas e perceber as batidas do nosso coração a partir de nossas escolhas. Saber quem nós somos é muito mais importante do que saber o que pensam da gente. Anaïs Nin, uma escritora francesa, traduziu a importância da nossa essência: “não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.” E está aí um bom motivo para procurarmos descobrir mais sobre quem somos. Quem sou eu? “Sou um coração batendo no mundo”, responderia Clarice Lispector.

 
 
 

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