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Coluna de Sexta - 29/10/2021: Não foi, não é, nem será sorte

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
29 de out. de 2021
2 min de leitura

Ilustração: Pascal Campion

É engraçado como algumas pessoas gostam de definir as nossas conquistas como “sorte”. Assim, na cara dura e sem ficarem vermelhas. Bom… se eu puder chamar de sorte as noites mal dormidas por causa do trabalho. Se eu puder apelidar de sorte as vezes que precisei acordar de madrugada para estudar. Se puder intitular como sorte as lágrimas que derramei quando as coisas não saíram como o planejado. Se eu puder denominar como sorte os confortos e mordomias que abdiquei para focar nos meus projetos.


O sufoco e o suor são vistos por poucos. Essas pessoas que dizem “você tem sorte” não conseguem enxergar o quanto a gente rala, se priva de comodidades e corre para conquistar o que almeja. Ninguém vê a gente chorar de joelhos aos pés da cama, mas olham torto quando obtemos êxito. Ninguém percebe o quanto a gente luta diariamente, mas balbuciam quando realizamos os nossos sonhos. Ninguém observa o nosso trabalho duro, mas depreciam quando a gente alcança o sucesso.


Nos últimos dias estive assistindo uma palestra do historiador e professor Leandro Karnal. E o assunto era nada menos do que isso: a sorte. Ele deu uma definição que pode ser até grosseira, mas é verdadeira e certeira: “sorte é o nome que o vagabundo dá ao esforço que ele não faz”. Segundo ele, sorte nada mais é do que a definição que os preguiçosos dão para tudo aquilo que alguém conquistou se esforçando, enquanto eles permaneceram estacionados.


O que as pessoas por aí chamam de sorte, eu defino como a mistura de esforço, dedicação e a mão de Deus. Afinal, Ele lá em cima só impulsiona quem se mexe do lugar. É fato: vão dizer que foi sorte, mas o importante é que a gente sabe as orações que fez e o esforço que depositou para alcançar tudo o que conseguimos. Não foi, não é, nem será sorte.

 
 
 

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