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Coluna de Sexta - 27/08/2021: Não era para ser

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
26 de ago. de 2021
2 min de leitura

Ilustração: Pascal Campion

Se tem uma lição que eu demorei para aprender nessa vida foi de que o que é para ser nosso dá um jeito de chegar até nós no tempo certo. Não que a gente deva ficar sentado esperando. Nada disso. Precisamos seguir a nossa jornada normalmente e o que é para ser simplesmente será. Deus coloca no lugar na hora exata. Aprendi isso, inclusive, com uma pessoa que nem está mais na minha vida.


O principal problema quando algo não sai conforme planejamos ou pensamos ser o certo é a frustração. Nos sentimos incapazes, insuficientes e queremos desistir de tudo. Dá vontade de abandonar o que fizemos até aqui e recuar. O que a gente demora para entender e dói muito para concluirmos é que “não era para ser”.


Depois de muita lágrima derramada e uma superação que perdura até hoje, consigo agradecer pelas portas que foram fechadas e por aquelas que nem cheguei a encontrar abertas. Sou grato pelos imprevistos e pelos desvios de rota. Tudo isso me guardou de lugares e pessoas que não eram para mim.


Hoje eu tenho a resposta na ponta da língua por mais que ainda doa um pouco. Quando me perguntam sobre alguma coisa que não deu certo, eu respondo: “não era para ser”. Pronto! Não preciso dar mais explicações do que nem eu entendo. Se eu tivesse o script da minha vida até poderia formular um esclarecimento, mas como não sei nem o que vai acontecer amanhã, simplesmente deixo assim. A porta não abriu? Tranquilo! Essa porta não é para ser minha. Das várias situações que “não eram para ser”, uma coisa eu tenho certeza: ninguém toma o que é para ser nosso.

 
 
 

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