Coluna de Sexta - 21/01/2022: No apagar das luzes


Aciono o interruptor, apago a luz, faço a minha oração e me deito. Pronto! Já deu tempo para, em uníssono, os zumbidos anunciarem o início da temporada de mosquitos. Não bastasse o calor extremo avisando que o verão está on, os bichanos também chegaram com tudo. Começo a caçada. É só acender a luz que eles desaparecem e retornam assim que fica tudo escuro novamente. Enquanto procuro meu sono, eles estão em busca de sangue fresco. O quarto ao lado deve ficar se questionando para quem são aqueles aplausos - ou melhor dizendo, as tentativas frustradas de capturar os meliantes. Tão pequenos e tão chatos. Bem que em vez de sangue podiam sugar gordura, né? (Risos - para descontrair).
E por falar em mosquito, tem uma frase da Betty Reese que diz o seguinte: “se você se acha muito pequeno para fazer a diferença, você nunca esteve na cama com um mosquito.” Dito e feito! Temos até o que aprender com os danados. Aliás, você aí se sentindo um inútil se até eles, os mosquitos, não foram criados somente para chatear os humanos. Eles são prestadores de serviços ambientais e auxiliam em ações como a polinização e a liberação de nutrientes para o ambiente. Enquanto estamos duvidando de nós mesmos, tem pessoas impressionadas com o nosso potencial. Cada um de nós nasceu com um propósito, uma missão. Se ainda não está claro para você, trate de procurar. E por falar na chatice dos mosquitos, damos um desconto para eles. Afinal, me permitam trocar a expressão: de chato e louco todo mundo tem um pouco.



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