Coluna de Sexta - 17/09/2021: Somos substituíveis?


Dias atrás eu estava no meu trabalho e recebi uma mensagem da minha mãe. Era um texto que ela tinha encontrado e fazia uma reflexão muito importante. De todas as frases daquela mensagem, a moral da história me chamou muito a atenção. Ela trazia a história de uma pessoa que pediu demissão de cinco trabalhos e em todas as vezes deu 15 dias de aviso prévio. Após esse período já tinha gente no lugar dela. A frase que atentou meus olhos concluía: “todos nós somos substituíveis”.
Desde aquele momento fiquei bem pensativo quanto a isso. Qualquer um pode ocupar o nosso lugar. Hoje nós saímos, amanhã tem alguém na vaga que ocupamos. Assim que nós partimos, em pouco tempo já tem gente fazendo o que a gente fazia. Um coração que admitiu nos amar e depois percebe que se enganou, em breve já ama outro alguém de novo.
Certa vez, escrevi uma crônica - que foi até premiada, inclusive - que tratava sobre essa nossa cruel ação de ser apenas mais um. Numa fila, somos a próxima senha. Somos planilhas engavetadas, gráficos incompletos, dados estatísticos. Será que somos tão dispensáveis assim? Até que uma frase apareceu na minha frente e clareou a minha mente: “você é substituível naquilo que faz, jamais naquilo que é.” Bingo! Está aí a resolução dessa questão. As pessoas poderão ocupar o lugar que estamos hoje. Elas poderão fazer o que a gente faz, mas nunca serão o que nós somos. Isso é exclusivo nosso. Hoje estamos aqui e amanhã poderemos não estar mais. No entanto, o que cada um de nós realiza, o quanto nos entregamos, a amizade que partilhamos e o carinho que exprimimos é único. Não tem como substituir. Não tem como criar outro igual, é edição limitada.



Comentários