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Coluna de Sexta - 10/09/2021: As pessoas vão, a gente fica

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
10 de set. de 2021
1 min de leitura

Ilustração: Pascal Campion

Dia ensolarado e quem estava com o guarda-chuva em mãos? Eu mesmo! Parecia até um estranho por onde passava. Tanto receio de que pudesse chover que levei o objeto assim como se precisasse puxar uma espada na guerra. Acredito que isso seja uma reação autoimune criada a partir de tantas tempestades enfrentadas. E se chovesse, quem estaria ali comigo? Eu mesmo… e meu guarda-chuva, claro. Quem olhou com deboche seria só mais um que passaria ao lado e iria embora.


Não é solidão nenhuma gostarmos da nossa própria companhia. É paz interior. Não é egoísmo nenhum tirarmos um tempo para ficarmos a sós com nós mesmos. É necessário. Quanto mais convivo com as pessoas, mais valorizo o meu momento comigo mesmo. As pessoas vão embora. As amizades nos deixam quando não precisam mais da gente. Os amores fogem. Os amigos somem. Mas a gente fica. Nós seguimos por aqui.


Amor-próprio é tão divulgado por aí, porém, pouco praticado. As pessoas vêm e vão, mas nós sempre ficamos. Precisamos aprender a aceitar que a vida é feita de idas e vindas, mas que nada que for embora pode levar a nossa paz. A nossa paz não pode depender de ninguém, a não ser de nós mesmos. Precisamos ser a nossa melhor companhia e não precisarmos do outro para sermos completos. Que possamos cultivar essa relação amigável com o nosso eu interior. Afinal, o nosso amor-próprio é que define o quanto nos permitimos sermos felizes. As pessoas vão, a gente fica.

 
 
 

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