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Coluna de Sexta - 01/04/2022: Estou me mudando

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
1 de abr. de 2022
2 min de leitura

Ilustração: Pinterest

É isso mesmo que você acabou de ler. Estou me mudando. “Como assim?” “Para onde pensa que vai?” Espera! Vou me explicar melhor. O fato é que estou me permitindo mudar internamente, é isso. Dá um cansaço só de pensar em mudança, né? Sim, eu sei. É mais um dos processos que a gente leva um tempo para aprender. Não é da noite para o dia. Assim como uma mudança de casa, por exemplo, sempre tem algo a ajustar.


Dias desses, uma amiga me pediu desculpas pois estava demorando para responder as mensagens. Disse que está em mudança. Não quis ser invasivo, mas questionei se era interna ou externa. De pronto, ela respondeu: as duas. Nos empolgamos e engatamos a gravar áudios longos sobre o assunto.

De tempos em tempos, precisamos fazer uma faxina nas gavetas aqui de dentro. Por vezes, guardamos tudo que é quinquilharias e chega uma hora que não cabe mais nada, está uma bagunça só. Isso faz parte da mudança.


E não importa se é mudança de endereço ou de pensamento. De casa ou de escolha. A gente sempre fica com medo. A zona de conforto é bem melhor. Mas quando a gente percebe que o erro é continuar sendo o mesmo, fazendo as mesmas escolhas, sendo um humano robô, aí que a mudança não nos deixa mais receosos mesmo. Eu, por exemplo, tento não fazer todos os dias o mesmo trajeto. Mudo as ruas, entro em algumas que nunca fui. O medo do desconhecido nos aprisiona, mas depois que a gente tira o controle da vida do modo automático, percebemos que nenhum dia deve ser igual ao outro. E se estiver sendo, tem algo de errado aí. Para a mudança é necessário coragem. Até mesmo, porque muitas vezes, precisamos nos perder para nos acharmos novamente. O meu eu de hoje é diferente do meu eu de ontem. O meu eu de amanhã nem vai reconhecer o meu eu de hoje. Ainda bem!

 
 
 

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