Coluna de Sexta - 30/07/2021: Sou intenso com orgulho!


O mundo cada vez mais condena as pessoas intensas. Em uma realidade de áudios acelerados e interações curtas, os intensos parecem até uma ameaça. Nós que nos entregamos inteiramente e somos transparentes nos sentimos culpados por sermos assim. E isso está totalmente errado. Não é defeito nenhum transbordar sentimentos e se jogar com tudo naquilo que se faz. Não é um erro ter o coração bondoso. Pelo contrário, é algo que devemos nos orgulhar.
Dias atrás, contando para a minha irmã temas que possivelmente eu possa escolher para produzir o meu TCC, ela dispara: “não sei que graça tu acha nisso”. Nem esperei muito e logo rebati: “eu gosto porque não sou superficial”. Mais um julgamento sobre os intensos. Sempre fui profundo. Sempre gostei de conhecer a fundo as histórias das pessoas, o que elas são além disso que elas mostram, para além do que conhecemos.
Por vezes, podemos parecer piegas ou estranhos por sermos assim, mas não tem nada de errado nisso. O coração dos intensos é tão grande que queremos carregar todas as dores do mundo - e ainda somos culpados por sermos assim. Não bastasse, na medida em que sentimos em dobro, sofremos dobrado também.
Infelizmente, tem muita gente pequena e rasa por aí. E essas pessoas têm medo dos intensos. Porque quem tem intensidade não sabe ser pouco, não sabe pensar pequeno e não sabe se importar menos. E já achei que era um problema ser intenso. Um defeito de fábrica. Até descobrir que isso é uma virtude. Com orgulho concluo: sou intenso no meio de um monte de gente superficial.



Comentários