Coluna de Sexta - 30/06/2023: Não sou um robô


Antes de iniciar a leitura desse texto, certifique-se de que você não é um robô. Talvez seja obrigado a decifrar meia dúzia de palavras ou números deformados. Ou então precisa encontrar bicicletas, semáforos, ônibus, faixas de pedestre, motos (ou a aparição da Rainha Elizabeth) em algumas fotografias. Talvez seja necessário girar um bichinho na direção que a mão está apontando. Bom, tudo isso não vai adiantar muito. Um robô poderia ser considerado mais humano que muita gente.
Um tema tão falado e debatido nos últimos tempos - a Inteligência Artificial - também surgiu durante a conversa com um amigo em uma viagem de ônibus até outro estado. O Chat GPT representa uma ameaça assim como foi quando surgiram a Siri e a Alexa. Será que seremos substituídos por essas ferramentas/máquinas/ robôs? Talvez já até estejamos sendo. E se não tomou o nosso lugar ainda, fomos nós mesmos que nos tornamos robôs com essas rotinas cada vez mais automáticas e intuitivas.
Talvez a Inteligência Artificial consiga responder a muitas questões - e logicamente com muito mais velocidade e capacidade do que o cérebro humano. Consegue montar frases prontas, formular trabalhos acadêmicos, resolver questões teóricas e recordar dados. Mas ainda não consegue simular a complexidade (e intensidade) das relações humanas. Uma conversa olho no olho. Um cafuné carinhoso. Um abraço apertado. Um beijo apaixonado. Um contato pele a pele. Nenhuma tecnologia consegue (ainda!) substituir os afetos, as emoções, os sentimentos e as sensações que nós produzimos entre nós mesmos.
Podemos ser substituídos naquilo que fazemos, na função que exercemos, no cargo que ocupamos, no lugar que estamos, na vaga que preenchemos... Mas não no que somos. Isso é insubstituível. Nenhuma ferramenta vai conseguir copiar a nossa essência e imitar a nossa personalidade. O mais bonito é que entre bilhões de pessoas, cada uma tem uma impressão digital diferente. A vida é única e nós também somos.
OBS: antes de encerrar, me permita fazer duas observações: essa crônica não foi escrita pelo Chat GPT e não sou um robô (graças a Deus!)



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