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Coluna de Sexta - 29/04/2022: Tô off!

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
29 de abr. de 2022
2 min de leitura

Ilustração: Pascal Campion

Me tornei o tipo de pessoa que eu mais temia anos atrás: a que não responde as mensagens na hora. Há um tempo, em minha percepção, demorar para responder as mensagens era um sinal de falta de consideração com a outra pessoa. Mas na medida que a gente amadurece e percebe que não tem problema nenhum em não estar disponível a todo momento, a gente não se culpa tanto por não retornar imediatamente. Não chego a demorar dias para retornar, mas também deixei de querer responder tudo e a todos na hora.


Assim como as demais pessoas não estão disponíveis a todo momento, nós também não precisamos estar. Não é só por isso, como forma de “troco”. Nada disso! Com a era do imediatismo, a gente acha (ou achava) que estar on-line ou mesmo por ter visualizado a mensagem a pessoa está disponível. Talvez a pessoa não esteja te ignorando. Pode ser que ela esteja ocupada e não pode responder naquele momento. Ou até mesmo esteja resolvendo questões mais urgentes e retorne mais adiante. E não tem problema nisso.


Aliás, pesquisas apontam que, nesse mundo tão conectado, passar a maior parte do dia checando as notificações e aguardando pela resposta rápida pode aumentar a ansiedade e atrapalhar a nossa saúde mental. Bom, acho que ninguém quer ter esses “efeitos colaterais”. Com a maturidade, a gente compreende que pode viver com as notificações desativadas, com o celular no silencioso e que não precisa estar on-line sempre. Não existe uma regra de etiqueta específica para isso, mas deve haver um equilíbrio. E já sabe, se for urgente, ligue.


Que possamos nos permitir se desligar de vez em quando. Que não tenhamos vergonha de admitir as vezes que estivermos indisponíveis. Que também possamos ficar off para tudo que nos tira a paz e nos faz mal. E que a gente fique mais presente do que on-line.

 
 
 

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