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Coluna de Sexta - 27/05/2022: O que aprendi até aqui

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
26 de mai. de 2022
2 min de leitura

Ilustração: Pascal Campion

Hoje completo mais um ano de vida. Fiquei refletindo sobre o quanto aprendi até aqui e o quanto ainda tenho a aprender. E agora a clássica frase “só sei que nada sei” do Sócrates volta a fazer tanto sentido. Admito que tenho muito a treinar, a praticar, a estudar e a evoluir ainda. Pode ser bem clichê, mas a gente só aprende vivendo, meus amigos. De nada adianta dizer “se eu soubesse isso antes”. A gente só consegue andar de bicicleta depois de muito tombo, olhar alguém em cima da magrela não nos faz ter equilíbrio.


Muito do que aprendi e aprendo dia após dia, transmito em meus textos, vocês podem notar. Gosto de pensar a vida como uma eterna troca, de conhecimento, de experiências, de afetos e de sentimentos. Já entendi que a gente deve agradecer mais e reclamar menos. Compreendi que a grama do vizinho sempre vai parecer mais verde, mas a gente jamais deve comparar os nossos processos com os dos outros, cada um tem o seu tempo. Aprendi que se não corrermos atrás dos nossos sonhos, jamais poderemos realizá-los.


Nesses 22 anos, percebi que nem tudo está sob o nosso controle e nem tudo vale o nosso desgaste e a nossa paz. Sofri muito para entender que, às vezes, aquilo que a gente quer não é coisa certa para nós. Levei um tempo para compreender que a vida não quer a nossa perfeição, ela só quer que a gente dê o nosso máximo. Se tem uma coisa que a gente não precisa economizar é demonstração de amor e carinho, dizer o que sente.


De lá para cá, aprendi que o importante da vida não é sobre brilhar, mas sim, iluminar. Devemos ser pessoas boas, mesmo que nem sempre as pessoas sejam boas com a gente. Entendi que preciso prestar atenção aos detalhes, apreciar os gestos, as sensações e até mesmo os silêncios. E por fim, uma lição que levo comigo: a gente jamais deve se afastar da nossa essência. Nunca podemos nos esquecer de onde viemos e de que ninguém é maior do que ninguém. Aqui está um pouco do que aprendi até hoje. Se alguém em algum lugar do mundo se sentir tocado por alguma palavra escrita aqui ou mesmo por ter aprendido uma expressão nova, meus (agora) 22 anos já terão valido a pena.

 
 
 

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