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Coluna de Sexta - 23/07/2021: Dá para contar os amigos nos dedos

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
23 de jul. de 2021
2 min de leitura

Ilustração: Pascal Campion

Durante essa semana teve uma data comemorativa: o Dia do Amigo. Pela noite, uma grande amiga minha - para a qual eu já tinha mandado felicitações pela data ainda de manhã cedo - me enviou: "Gu, tu foi uma das únicas pessoas que me mandou Feliz Dia do Amigo". De imediato respondi: "Pois é! A gente conhece muitas pessoas, mas amigos mesmo são poucos".


É a mais pura verdade: o que temos são conhecidos. Agora, amigos mesmo, dá para contar nos dedos. Pobres são as pessoas que se iludem com número de amigos nas redes sociais. Não quer dizer nada. Até mesmo alguns estão ali só para espiar como anda a nossa vida. As crises e as turbulências são os momentos certos para vermos quem é nosso amigo de verdade. Costumo dizer que comprovamos as nossas verdadeiras amizades nos piores momentos, porque em dia de sol qualquer praia fica cheia.


Amigo é aquela pessoa que você sabe que pode contar quando o coração aperta. Amigo é quem nos faz rir mesmo quando estamos exaustos. Amigo é aquele que se for preciso guarda os problemas dele no bolso para nos ajudar a resolver os nossos. Amigo é quem nos deixa ser quem realmente somos e não nos julga por isso. E se precisar dar puxão de orelha, dá mesmo.


Querendo ou não, na medida em que amadurecemos nos tornamos mais seletivos também. Posso dizer que não tenho muitos amigos e não tem nada errado nisso. Aqui o que importa é qualidade, não quantidade. Pessoas vêm e vão, mas os amigos ficam. E não tem essa de “vai em frente!”, mas sim, “vamos juntos!”. E aí: quantas pessoas você pode chamar de amigo?

 
 
 

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