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Coluna de Sexta - 07/04/2023: Sociedade doente

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
7 de abr. de 2023
2 min de leitura

Imagem: IStock

Mais de duzentos trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão. Adolescente invade escola e esfaqueia professores e estudante. Casal é suspeito de violentar sexualmente menina para engravidá-la e ficar com o bebê. Homem invade creche com machado e mata quatro crianças. Mulher é morta a facadas em via pública, em plena luz do dia, pelo ex-companheiro. Homem invade ônibus e ateia fogo em passageiros.


Não. Isso não é um roteiro de filme pós-apocalíptico. Não é a sinopse de uma nova ficção do Stephen King que acaba de chegar às livrarias. É a pura realidade. Ou melhor, uma pequena parte dela, um recorte. Essas barbáries que estampam os sites de notícias e as redes sociais todos os dias nos escancaram o quanto falhamos como sociedade. No que erramos? Onde será que nos descuidamos para chegar a esse ponto? Nós todos somos culpados? São reflexos de como estamos educando nossos jovens e crianças? São consequências de um sistema de justiça frágil? São o resultado da escolha de alguns políticos que só pensam no seu próprio umbigo (e bolso)? São sinais do fim dos tempos? Ou é a soma de todos esses fatores e mais alguns outros?


Quando acho que não me impressiono mais, as pessoas conseguem comprovar que a nossa sociedade está ainda mais decadente, primitiva e desumana. A crueldade dos seres humanos diminui cada vez mais a crença de que a sociedade pode melhorar e evoluir. Aliás, torna-se equivocado até definir esses seres como humanos, pois tudo isso é desumano. Perdeu-se a humanidade. Uma farmácia ao lado da outra não adianta. A cura para a sociedade doente não se encontra em frascos de remédios e não se pode encapsular humanidade. Não há como manipular doses de solidariedade, tolerância e empatia quando nós já perdemos a fórmula química desses valores tão preciosos. Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós e que, diante de tudo isso, possamos nos apegar mais a Ele e aprender a ser mais humanos. Somos uma sociedade doente que não sabe ao certo como se curar. E deixá-la apenas no soro, sem um tratamento mais eficaz, só vai remediar os efeitos dessa doença coletiva.


 
 
 

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