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Coluna de Sexta - 04/03/2022: Em um relacionamento sério com o diálogo

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
4 de mar. de 2022
1 min de leitura

Ilustração: Nidhi Chanani

Quando me apaixonei pela primeira vez, por uma coleguinha da escola, lá no Ensino Fundamental, mal sabia eu o que era de fato o sentimento, quem diria reconhecer o tamanho da responsabilidade de um relacionamento. Infelizmente a sociedade venera cada vez mais o divórcio do que o casamento, por exemplo. E consequentemente banalizou-se todo o compromisso e a seriedade que um relacionamento deve ter.


Outro erro da nossa geração é achar que a beleza é mais importante do que o amor. Esquecemos que a pessoa mais linda do mundo também envelhece. As linhas de expressão aparecem nos rostinhos bonitos e lisinhos. A pele jovem também fica flácida. Por isso que o próprio filósofo Nietzsche dizia que, ao escolher uma pessoa para se relacionar, seria bom pensar se você permaneceria feliz conversando com ela até na velhice. Um dos requisitos é encontrar alguém com quem a gente goste de conversar, porque quando o tempo passar, as rugas aparecerem no rosto e as forças não forem mais as mesmas, tudo que restará serão momentos bons de conversa, com alguém que viveu conosco tantos momentos.


Não acho muito adequado o termo “minha metade”, justamente porque devemos ser inteiros por si só. A outra pessoa deve vir para além de completar, mas construir conosco, agregar, partilhar, dividir e multiplicar. De fato, a pessoa precisa nos transbordar. Que possamos perceber a seriedade que é assumir um relacionamento e, mais do que isso, possamos notar a importância do diálogo. Em vez de muros, que separam, que a gente construa pontes, que nos levam adiante juntos.


OUÇA A CRÔNICA EM ÁUDIO

Narração: Carlos Eduardo Piva Wille

 
 
 

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