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Backspace: conheça esse projeto musical caxiense e entenda mais sobre o mundo da música eletrônica

Foto do escritor: Gustavo Tamagno Martins
Gustavo Tamagno Martins
18 de fev. de 2023
4 min de leitura

Fotografia: Bruno Camargo, divulgação

Por mais complexa que seja, a arte pode ser definida como uma das formas mais encantadoras que o ser humano encontrou para expressar as suas emoções e os seus sentimentos. Desde uma pintura até um filme. Da música à dança. E não foi diferente com o caxiense Éverton Brollo, também conhecido por Backspace, o nome artístico do seu projeto. Aos 26 anos, o produtor musical e DJ encontrou na música eletrônica - mais precisamente na vertente Progressive Trance - a maneira de se manifestar e tocar as pessoas.


Dos quatro anos que atua na área, o artista já contabiliza 18 músicas autorais lançadas por grandes gravadoras do país, como Vagalume Records, Sonektar Records, Avant Garde Music e Phantom Unit, além de ter mais de 10 finalizadas e agendadas para o lançamento neste ano. Uma delas, inclusive, intitulada Hypnotherapy está com mais de 170 mil plays nas plataformas de streaming.


“Aprendi a tocar visitando um amigo que tinha os equipamentos. Após isso, fiz vários cursos de produção, participei de mentorias com artistas consolidados na cena, participei de alguns remix contests - que são concursos de remix para uma determinada música de um grande produtor - inclusive, ficando entre os top 3 de alguns desses concursos. Sempre gostei muito de música, dos festivais e da sensação que eles me proporcionam, uma sensação de liberdade. Encontrei na música eletrônica um meio de me expressar através da arte, por ser uma música universal, um som majoritariamente instrumental que se comunica com todas as pessoas na pista de dança”, revela.

As apresentações do jovem são realizadas majoritariamente em festivais de música, também conhecidos como Raves, e em clubs que trabalham com artistas que utilizam BPM (número de batidas por minuto) mais elevado - entre 136 e 142. Em seu currículo artístico, o comandante do projeto Backspace conta com apresentações em eventos na região (Caxias do Sul e Farroupilha), no Litoral Norte, Santa Cruz do Sul, Porto Alegre e até mesmo em São Paulo.


“O mais marcante que já toquei foi a Earthdance, no litoral norte gaúcho, pois sempre frequentei esse evento e foi um dos festivais que me inspiraram a me tornar produtor e me expressar pela música. Então, fazer parte do conjunto de artistas (line-up) desse evento foi a realização de um grande sonho que tinha desde o momento que iniciei na produção”, conta Éverton.

Fotografia: Arquivo Pessoal

O produtor musical explica que as tracks (músicas) tocadas durante as apresentações são autorais com a possível inclusão de criações de outros artistas do segmento. A produção dos sons é realizada totalmente pelo computador por meio de softwares, que incluem timbres orgânicos, como a guitarra e a bateria, e demais instrumentos.


Como o gênero é ainda pouco conhecido por aqui, o artista esclarece alguns termos que são utilizados no meio musical. Por exemplo, o EP se configura como o lançamento conjunto de 1 a 6 músicas, já quando passa dessa quantidade é considerado um álbum. Na música eletrônica é chamado de SET o conjunto de músicas selecionadas para tocar durante uma apresentação, que tem duração média de 1 a 2 horas. Conforme ele, a apresentação não tem pausas entre as músicas. O trabalho do DJ é contínuo para unir uma música à outra e assim contar uma história.


Por mais que tenha a música como seu propósito e partícula componente do seu ser, hoje o jovem não consegue se dedicar totalmente a ela. Graduado em Design de Produto, Éverton atua como projetista na empresa Marcopolo, em Caxias. Ele relata que há algum tempo está se estruturando para realizar um dos seus objetivos futuros, seguir exclusivamente com a carreira musical.


“O mundo da arte é complicado por ser um trabalho que, aos olhos das pessoas, é visto como hobby e não tem o valor devidamente atribuído até se tornar conhecido. O Psytrance, gênero em que o Progressive Trance está incluído, em geral é um som underground que atinge uma camada de pessoas específica, não sendo o estilo de música eletrônica comercial tocado nas rádios por artistas como Alok e Dubdogs, por exemplo”, desabafa o caxiense, que também estuda guitarra e ukulele.

Além da paixão pelo estilo do som que produz e apresenta, a boa aceitação do público e o apoio da família têm sido outros grandes motivos para Éverton acreditar no projeto Backspace.


“Dois dos meus EP`s lançados estiveram entre os top 5 mundiais de vendas na plataforma Beatport. No início, a minha família viu como um hobby e com o passar do tempo e da evolução foi visto que realmente era sério, hoje tenho apoio deles para seguir com o trabalho”, comenta.

Quanto aos planos futuros, o produtor musical e DJ pretende lançar o seu primeiro álbum e gravar tracks para grandes gravadoras mundiais, com a intenção de expandir a sua marca e cada vez mais conquistar espaços na cena brasileira e internacional.


CONFIRA OS TRABALHOS JÁ REALIZADOS PELO ARTISTA


FESTIVAIS QUE TOCOU

◾ 4Btz - Santa Cruz do Sul

◾ Earthdance - Litoral Norte

◾ Sunday on - Farroupilha

◾ Friends - Porto Alegre

◾ Ricks Experiment - São Paulo

◾ Club A - São Paulo

◾ Casebre - Caxias do Sul


MÚSICAS LANÇADAS (clique e ouça)

Marijuana Effects - Original Mix



ACOMPANHE

O trabalho musical do caxiense pode ser acompanhado pelas redes sociais e pelas plataformas de streaming (veja abaixo).


* INSTAGRAM: @backspace.music


* SOUNDCLOUD: Backspace Live

* SPOTIFY: Backspace Live

* YOUTUBE: Backspace Live



CURTA UM DOS SONS MAIS RECENTES DO CAXIENSE


 
 
 

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